A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 29/10/2024
No livro, “Brasil, País do Futuro”, o autor austríaco Stefan Zweig expressou confiança no desenvolvimento exponencial da nação brasileira. No entanto, décadas depois, o país ainda enfrenta desafios que impedem esse avanço, sendo racismo nos esportes brasileiros um grande obstáculo ao progresso nacional. Por certo, a negligência estatal e a omissão social são as principais causas da persistência desse cenário.
Primordialmente, é importante destacar a insuficiência da ação estatal em relação ao racismo nos esportes brasileiros. Sob essa perspectiva, o filósofo Nicolau Maquiavel argumenta que o principal objetivo do governante é a manutenção do poder, relegando a segundo plano a busca pelo bem comum. Nesse prisma, observa-se um descaso por parte do governo, com escassos investimentos em infraestrutura educacional para a educação sobre inclusão, uma vez que políticas voltadas a essa questão não oferecem significativo retorno eleitoral aos político. Isso ocorre porque grande parte da população não enxerga racismo como uma prioridade e, por isso, não apoia governantes que proponham soluções para esse problema. Como resultado, muitos jogadores ainda sofrem racismo nos jogos, um exemplo seria o famoso jogador de futebol Vinicius Júnior, que por mais que tenha sofrido racismo na Espanha, as acusações continuaram no Brasil, isso favorecendo o racismo como um todo.
Ademais, a omissão social sobre o racismo no esportes brasileiros contribui significativamente para a sua perpetuação. Nesse âmbito, A filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “Banalização do mal” diz que o silêncio perante problemas sociais acaba por naturalizar situações problemáticas.
Portanto, cabe ao Estado - detentor de recursos para a transformação social - promover campanhas de conscientização popular, como “Todos somos iguais”, por meio de oficinas educativas e comerciais televisivos, a fim da resolução do quadro do racismo nos esportes nacionais. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação sobre essa temática, o que pressionará o Governo a superar a inércia diante da questão. Dessa forma, o Brasil poderá finalmente trilhar o caminho para se tornar o “país do futuro” idealizado por Zweig.