A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 01/11/2024

Sob a perspectiva filosófica do autor modernista Carlos Drummond, “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga, percebe-se que há uma pedra no caminho do Brasil: a permanência do racismo no esporte brasileiro. Desta forma, urge que medidas sejam tomadas para resolver a problemática que é motivada pela negligência governamental e pela desigualdade social.

Diante desse cenário, salienta-se que tal negligência é um dos agravantes. Isso porque, como afirmou Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso, é a escassez de políticas públicas que priorizem o combate ao racismo no esporte. Dessa forma, mantém-se o quadro de ausência de ações efetivas no que tange à reversão desse contexto.

Ademais, enfatiza-se que há uma desigualdade contruída sócio-historicamente, que afeta a população e que contribui para a permanência da questão. Sob esse viés, é pertinente trazer o pensamento do filosófo Platão, o qual diz que “O importante não é viver, mas viver bem”. Nessa lógica, essa filosofia platônica se distancia da realidade do país, uma vez que os atletas negros não encontram assistência coletiva na mobilização contra o racismo. Assim, o assunto abordado tende a pendurar.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, é de extrema importância que o Estado, na figura no Ministério da Cidadania, fotaleça a legislação e garanta que as leis de combate ao preconceito racial sejam efetivamente aplicadas. Além disso, crie projetos para incentivar as vítimas a denunciarem e estimular pessoas a apoiar, colocando panfletos em lugares públicos ou nas mídias sociais. Assim, irá promover o bem-estar de todos para que não se torne mais uma utopia esquecida. Dessa forma, tais medidas visam retirar a pedra do caminho do Brasil.