A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 27/02/2025
De acordo com o princípio da isonomia, conferido pela Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, porém, isso não se configura em todos os aspectos da sociedade. Triste exemplo de tal fato é no âmbito esportivo, onde o racismo se torna permanente e acarreta tantas dificuldades para atletas brasileiros. Desse modo, é analisável que o racismo estrutural e a negliência governamental atuam como as principais causas da perpetuação desse mal.
Em primeiro plano, é inferível que o racismo estrutural traz diversos problemas para o contexto atual. Tal fato pode ser comprovado levando em consideração um caso envolvendo o jogador de futebol Aranha, goleiro que jogava na época na Ponte Preta, que sofreu discriminação em uma partida do campeonato brasileiro, exclusivamente por conta do tom de sua pele. Esses atos repugnantes demonstram um pensameto retrógrado da sociedade, oriundo do período escravista brasileiro, que ainda atua em uma série de áreas do coletivo brasileiro.
Ademais, o governo se mostra como peça fundamental quando se discorre sobre esse mal. Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, afirma que para resolver um problema, é preciso tirá-lo da invisibilidade. Isso se adequa à negligência que o governo, infelizmente, confere a esse problema, o tornando invisível e pouco comentado na mídia, efeito que acaba agravando as consequências do racismo no esporte brasileiro.
Logo, diante dos fatos citados acima, denota-se que cabe ao Governo Federal a disseminação de condutas antirracistas, por meio de campanhas publicitárias e agravamento da pena para quem descumpre leis que combatem o racismo, com a finalidade de reduzir os efeitos desse terror que acompanha a sociedade. Assim, a problemática será mitigada.