A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 03/09/2019
Para o sociólogo Pierre Bordieu, em sua teoria “habitus”, toda sociedade incorpora os padrões impostos e os reproduzem ao longo das gerações. A conhecida tese nos permite entender a insistência do “jeitinho” brasileiro no tecido social. Persistência essa que tem origem ora na crença de resoluções de problemas por meio não convencionais, ora no pensamento egoísta muito presente nos indivíduos.
É incontestável que a convicção na resolução de problemas por meios ilícitos, representa a principal motivação da persistência da questão. Segundo Weber, a ação social é um fenômeno aceitado por todo o coletivo. Certamente essa teoria se vê acertada porque a prática do “jeitinho” já é vista como muito comum entre os brasileiros, seja na política, com a troca de “favores”, ou no círculo de amigos, este tipo de corrupção tem continuidade no tecido social. Crença essa que deve ser questionada e evitada.
Da mesma forma, evidencia-se o pensamento egoísta, como também um fator que contribui com a persistência do modo brasileiro. Isso porque atos transgressores a exemplo de estacionar em locais proibidos, furar filas ou aceitar troco errado, são usados em benefício próprio o que configura o “jeitinho”. Como já observou Heráclito de Éfeso, tudo está em constante mudança, inclusive o ato de pensar, logo a partir desse ponto vista, é preciso reverter essa mentalidade individualista do panorama das relações sociais.
Diante dos fatos supracitados, fazem-se necessárias ações para se reverter essa persistência da maneira brasileira. Para que isso ocorra, o Governo deve buscar punir aqueles que buscam os meios ilícitos, por meio da justiça, com o objetivo de coibir esse tipo de convicção na sociedade, garantindo assim o combate ao “jeitinho”. Ademais, o Indivíduo pode controlar os pensamentos egoístas, por intermédio do auto avaliação, a fim de reduzir a realização de atos transgressores danosos a outras pessoas e consequentemente também opor-se ao modo fácil de se fazer as coisas.