A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 29/08/2019
Segundo Friedrich Nietzche o verdadeiro “Super Homem” é aquele capaz de superar os valores tradicionais de sua sociedade.Fora do cenário filosófico, e adentrando à realidade brasileira,observa-se a continuidade do caráter heroico atribuído aqueles que fogem do “jeitinho brasileiro”.Todavia,grande parte da sociedade nacional,ainda,é passiva às transgressões dos mais próximos,bem como nutrem condutas corruptas a fim de burlar burocracias vigentes.
Pontua-se,em uma análise inicial,que o famoso “jeitinho” admite transgressões de caráter praticadas por aqueles entes próximos.Tal fato decorre,segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, do conceito de “homem cordial”,o qual admite ações corruptas praticadas por conhecidos e as posterga.Isso porque a falta de empatia de muitos brasileiros,bem como a ineficiência de leis judiciais corroboram com a desconstrução social dos limites existentes entre o público e o privado,assim como,consequentemente,validam o descumprimento de leis e afetam,diretamente,o conceito de coletividade nacional,visto que os “cordiais”(cordis vem do grego coração) são sempre beneficiados.Prova disso,segundo o jornal O Globo,é o fato de 80%dos nativos acharem normal que parentes e amigos pratiquem atos desonestos,como furar a fila de um banco ,por exemplo.
Observa-se,em paralelo a isso,como o curso histórico das “relações de simpatia” entre os brasileiros é capaz de fraudar,até hoje,as normas burocráticas em prol da boa convivência.Isso porque “A realidade é um processo histórico”,segundo Hegel,e o brasileiro é habituado a lidar com o descaso frente as pequenas corrupções diárias praticadas por entes queridos,contudo criminalizam atos corruptos praticados por governantes ou órgãos públicos.Tal hiato coesivo tem como consequência a continuidade da corrupção no Brasil,bem como contribui para a constante sensação de impunidade vivenciada pelos nativos que praticam tal conduta.Uma prova concreta disso é o fato,segundo a Revista Time ,do brasileiro ser reconhecido mundialmente por seu perfil “simpático e fanfarrão”.
Nota-se,portanto,que que para o fim da persistência do “jeitinho brasileiro” na sociedade,Governo Federal,com o auxílio de governantes e do Ministério da Educação devem,através da formulação e efetiva aplicabilidade de leis rígidas,por intermédio de pautas e votações no Senado, voltadas para a repreensão de pequenas corrupções.Assim como Escolas,com o apoio de pais e professores,devem por meio de palestras e cartilhas educacionais priorizarem o ensino dos limites entre o público e o privado,a fim de que os futuros cidadãos brasileiros e os presentes não sejam considerados “Super Homens” por,apenas,fazerem sua parte e não deturparem os verdadeiros “valores tradicionais” de uma sociedade coerente e próspera.