A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 02/09/2019

A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no atual cenário brasileiro, observa-se justamente o contrário, quanto á questão do “jeitinho” brasileiro. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de concientização que gera na sociedade forte sentimento de impunidade.

Mormente, cabe destacar que tem razão o educador brasileiro Paulo Freire ao afirmar que necessitamos de uma educação para decisão, para uma transformação social explícita, sem no entanto, negarmos o seu papel instrumental. Com isso, a escola possui a função social de instigar o trabalho conjunto e democrático. Consoante, Aristóteles defende que todo conhecimento deve ser compartilhado para a formação conciente dos jovens.

Outrossim, quando a educação não supre seu papel social, de democratização do saber, resulta em altos indíces de marginalização. De acordo com o Instituto de Geografia e Estátistica (IBGE), 1 a cada 5 jovens que desistem do ensino médio, tornam-se infratores. Dessa forma, valores éticos e morais não são transmitidos para essas pessoas, fazendo com que desenvolvam, adotem e transmitam para seus filhos hábitos que convegem com as leis, gerando um sentimento de impunidade para a sociedade.

Portanto, para mudar tal cenário, o governo deve, em parceria com o Ministério da educação (MEC), investir em projetos sociais nas escolas brasileiras que, por meio de uma ampla divulgação midiática , desenvolva a médio e longo prazo, um sentimento nos estudante e, consequentemente na sociedade, de senso social mais justo perante ao estudo das regras em nossa sociedade. Para isso, tais projetos devem abordar a inclusão das disciplinas de sociologia e filosofia, trazendo mais lucidez e concientização. Além disso, os funcionários do MEC devem receber os resultados desse trabalho e disponibilizar os resultados de recessão do “jeitinho” brasileiro nas redes sociais do orgão e também de seus funcionários.