A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 06/09/2019
Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, o “jeitinho” pode ser atribuído de forma positiva quando relacionadas a relações interpessoais do Brasileiro. Conquanto, pode ser considerado como negativo no âmbito institucional e na maneira peculiar de lidar com as leis. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na desonestidade. De acordo com o jornal O Tempo, 82% da população acham fácil desobedecer as leis do Brasil, mais de 75% optam pelo “jeitinho’ ao invés de obedecer a lei. Diante do exposto, a frequente sensação de impunidade, a facilita de burlar as normas.
Faz-se mister, ainda, salientar a impunidade como principal impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, facilita qualquer coisa em benefício próprio, seja a resposta do colega durante uma prova até o desvio de dinheiro público.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Cabe ao Governo Federal potencializar as leis e garantir a punição de todo o indivíduo que burlar as normas. Dessa forma, o Brasil poderia superar o “jeitinho brasileiro”. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.