A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 08/09/2019
Ir às ruas protestar contra a corrupção é algo que entrou no cotidiano de muitos brasileiros. No entanto, segundo pesquisas de O Tempo, 79% dessas mesmas pessoas optam, sempre que possível, pelo “jeitinho"em vez de seguir a lei. O antropólogo Roberto DaMatta diz que o “jeitinho brasileiro"é negativo, pois essa cultura atravessa várias esferas, desde a maneira peculiar do cidadão comum lidar com a lei à ilegalidades no âmbito institucional.
Uma das melhores explicações sobre a desonestidade, que se relaciona ao jeitinho, é dada por Dan Ariely. Ele explica, em seu livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, a existência de uma margem de manobra, onde o indivíduo tenta levar o máximo de vantagem sem que sua imagem seja manchada, e que esse hábito piora em comunidades com maus exemplos e sem um código moral efetivo. Levar vantagem é o gatilho de toda corrupção, e isso se reflete no indivíduo e também nas instituições.
Desse modo, cabe ao Estado criar uma cartilha chamada “Código Moral”, contendo exemplos éticos e reforçando as normas de convívio em comunidade, esta será distribuída nas entidades de ensino, e uma vez por ano será realizada uma oficina onde pais, alunos e professores debaterão sobre as consequências da imoralidade. Assim a busca pela justiça será um dever individual e social, e esse ato mudará tanto o presente, quanto o porvir.