A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 06/09/2019

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher a melhor maneira de agir e pensar. Todavia, a respeito da continuidade do “jeitinho brasileiro” no corpo social, recai sobre o homem meios para atenuar tal problemática. Nesse contexto, deve-se analisar as buscas pelos interesses individuais no âmbito social e, também, a impunidade da justiça no país.

Em primeira perspectiva, é importante destacar o individualismo nas relações sociais. Ainda sob esse ângulo, a filósofa Hannah Arendt, com o conceito “a banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Haja vista que os interesses individuais, muitas vezes, são observados de maneira comum, porém representa uma grande favorecimento para a persistência do “jeitinho” na sociedade, em prol de benefícios próprios. Assim sendo,  hodiernamente, esses prática então ligadas com ações criminosas como, por exemplos, a corrupção.

Ademais, atrelado as vantagens próprias, salienta-se à falta de impunidade das leis brasileiras. Nesse viés, de acordo com o  Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, cerca de 80% dos cidadãos brasileiros acreditam que é simples burlar as leis no Brasil. Desse modo, é notório que a partir dessa premissa é compreensível que a impunidade é realidade no pais, assim hábitos aproveitamento ilegal é constantemente visto.

Torna-se evidente, portanto, a atuação do Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve instituir palestras e grupos de debates nas escolas - órgão com maior potencial de formação dos  cidadãos - coordenados por professores de sociologia,  com objetivo de formar indivíduos que busque crescimento pessoa sem necessitar de benefícios ilícitos, assim atenuará as práticas do “jeitinho brasileiro”. Outrossim, o Ministério da Justiças, deve aplicar rigorosamente as leis que estão em vigor, assim amenizará a sensação de impunidade. Destarte, por intermédios das boas escolhas, conforme Sartre, combater esse impasse.