A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 06/09/2019

Tony Stark, personagem fictício dos quadrinhos da Marvel Comics, utiliza-se das tecnologias para facilitar o acesso às informações sigilosas. No contexto atual, fora da ficção, o cenário é ainda mais alarmante: o ser humano atrelou o “jeitinho” da sociedade, o qual é o resultado da persistência da prática habitual social da pessoa em obter respostas rápidas às problemáticas enfrentadas por ela em benefício próprio por meio de métodos ilícitos, à capacidade própria das pessoas em obter respostas fáceis para os obstáculos problematizados pela sociedade por meio de métodos ilícitos, de modo que ampliou a prática ilícita do número de corrupção pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, cabe destacar que a ampliação da prática ilícita do número de corrupção resulta em danos colaterais aos indivíduos da sociedade devido à debilitação da natureza social do ser humano. Acerca dessa premissa, pode-se delinear um paralelo com a filosofia aristotélica do século V a.C, segundo a qual “o ser humano é um animal político e social”: o que se vê hoje é que o “jeitinho” da sociedade brasileira se propagou tanto por esferas privadas quanto por esferas públicas do país e, consequentemente, desestabilizou as ações burocráticas dos brasileiros em cumprir as leis nacionais na maioria das vezes, haja vista que segundo o Índice de Percepção do Cumprimento da Lei, cerca de 79% dos brasileiros resolvem realizar o “jeitinho” em vez de cumprir as leis nacionais.

Paradoxalmente, o ser humano, o qual é considerado como um ser racional, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver projetos socioeconômicos para amenizar as desigualdades sociais, no entanto, deixa a desejar no que se refere à redução do número de casos de corrupção por meio da obediência em cumprir as leis federais para que o “jeitinho” não seja utilizado pelas pessoas como método eficaz para enfrentar os obstáculos problematizados pela sociedade, haja vista que segundo o Índice de Percepção do Cumprimento da Lei, cerca de 82% dos brasileiros optam em realizar o “jeitinho” por causa da facilidade, a qual é resultada da propagação da corrupção por todo país, em desobedecer as leis no país.

Portanto, a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira deve ser combatida com a iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com as escolas municipais e psicólogos, em realizar a implementação de debates socioeducativos, por meio de palestras psicopedagógicas, a respeito das principais causas pelas quais o brasileiro deve cumprir as leis nacionais, além da propagação de folhetins relacionados às principais consequências da pessoa optar em persistir na  prática habitual social do “jeitinho”, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade do brasileiro em relação às possíveis causas e consequências de optar em realizar o “jeitinho” no Brasil.