A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 08/09/2019
O povo não pode ser julgado de ser desonesto por causa do jeitinho brasileiro. De acordo com o Filosofo Leandro Karnal, essa manifestação do povo veio quando o Brasil era colônia de Portugal. Assim as regras eram impostas ao povo que eram muito duras e não podiam ser quebradas, obedecendo-as, mas não cumprindo as leis.
As dificuldade do dia a dia do povo no Brasil o leva a ser criativo diante dos eventos sociais. Segundo, o site o Globo, o jeitinho está ligado a sobrevivência das desigualdades sociais, das deficiências dos serviços públicos e das complexidades legislativas e burocráticas impostas pelo governo, assim, a população cria meios para flexibilizar ou quebrar normas que deveriam ser para todos, colocando acima de tudo os sentimentos pessoais e das relações pessoais. Por isso, o povo brasileiro não pode ser julgado, como vigarista.
Além disso, a luta para sobreviver em um país socialmente desigual, a população se aperfeiçoa em matéria de driblar a lei. De acordo com o site o tempo “Mais de 80% dos brasileiros acreditam que é fácil burlar as leis no Brasil. Para 79%, os conterrâneos optam pelo “jeitinho” sempre que possível. E 54% acreditam que existem poucas razões para uma pessoa como eles obedecer à lei”. Isso demonstra que uma sociedade desigual, inventa, cria e recria maneiras de lidar com os problemas em diversas situações, criando jeitinhos como forma de superação.
Portanto, para modificar uma situação que se tornou cultural por causa de erros de políticas públicas é preciso de uma educação muito forte, começando nas famílias, passando por instituições governamentais. Com certeza, através de fiscalização do governo nas empresas que não seguem as leis, punindo de uma forma educativa os infratores, não só com multas, mas com palestras educativas. Desse modo, também nas famílias, os pais ensinando os filhos o que é certo ou errado. Buscando dessa forma, uma consciência de cidadania a longo prazo, com o intuito de conscientizar o cidadão dos seus direitos e deveres perante a sociedade brasileira.