A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 15/09/2019

A presença de Portugal na colonização brasileira trouxe sequelas que perduram até os dias atuais. Uma delas é a desigualdade social atenuada que, por sua vez, é um dos fatores  que colaboram na construção de uma imagem estereotipada da população canarinha. A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira acontece em função de diversos elementos, logo, é valioso estudá-los para assim os extinguir.

A priori, é incontrovertível que o sistema constitucional é um cofator na formação do “jeitinho” brasileiro. Um grande filósofo do século XVIII, Jean J. Rousseau, diz que quando o homem sai do Estado de Natureza, ele se torna em ser cívico e portanto, infeliz. O que Rousseau apresenta é que o homem social tem por dever o limite da sua liberdade, não obstante, a rigorosidade das leis que delimitam nossa sociedade agride e fere a dignidade do ser, tornado o descumprimento, uma forma de prevalecer e sobressair em determinadas situações. Um exemplo disso é visto nas ruas quando um feirante tem sua mercadoria confiscada por sonegação de imposto, retirando sua principal fonte de renda.

Outrossim, a impunidade é uma das questões que influenciam nesse problema. E tudo começa em casa quando os filhos já não obedecem tanto os pais quanto antigamente. A banalidade da repreensão está visível tanto em caso de alunos que agridem os professores em sala de aula e não recebe denúncia quanto de idosos que propagam discursos homofóbicos ou racistas fazendo a idade como escudo para a advertência.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis pela educação e valorização dos bons costumes. Isso pode ser feito pela abordagem da temática de forma lúdica e adaptada a faixa etária, contando com a capacitação prévia dos professores acerca de como tratar e cobrar do assunto na sala. Alem disso, cabe as instituições universitárias agregar com palestras e aulas que abordem o tema a fim de atentar a todos e minimizar o efeito do “jeitinho” brasileiro.