A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 07/09/2019
O “Jeitinho brasileiro”, assalto do correto.
Certo cidadão, diante de um guarda que o abordou por dirigir embriagado, não satisfeito com a penalidade aplicada à sua conduta, perguntou ao guarda descaradamente, se não haveria um “jeitinho” mais fácil de resolverem essa situação sem precisar aplicar-lhe tal penalidade.
O guarda, calado olhou com suspeita. Ainda assim o cidadão persistia. E com um sorriso discreto no rosto, o guarda parecia concordar.
Percebe-se que eles resolveram um pequeno problema por hora, todavia, não deram-se conta do quanto estavam incitando um problema muito maior. A persistência do famoso “jeitinho brasileiro” é algo tão habitual na sociedade, que chega a ser quase impossível reverter essa cultura inapropriada.
Acreditam-se que trata-se de uma cultura antiga de burlar o correto, para prática do mais fácil. Com isso o correto sofreu um assalto semântico, tornando-se correto o que de fato seria incorreto.
Isso dar-se pela cultura de resolver tudo do famoso “jeitinho” tão conhecido na sociedade brasileira. Confundo assim, o correto com o justo, aos olhos d quem pratica tal cultura.
Precisa-se mudar a persistência de resolver tudo no “jeitinho” para resolverem de acordo com o que a lei ordena como correto.
Isso seria possível com uma implementação de conscientização de cunho educativo entre pais e professores inicialmente e atentar sempre as novas gerações de que o justo não é o jeitinho mais fácil de resolver problemas.
O jeito de resolver é ser honesto, e sobre tudo não deixar que outras pessoas o induzam a praticar o jeitinho mais fácil para eximir-se de sua responsabilidade como cidadão.
A prática dessa forma de pensar poderá levar as futuras gerações a terem uma visão correta de acordo com o que de fato é o correto a ser seguido numa sociedade fadada à prática do famoso “jeitinho brasileiro”.