A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 07/09/2019
Ao se falar sobre a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira, é importante pontuar que este comportamento não é uma contingência, tampouco uma decorrência natural, ele é consequência de escolhas- sociais, educacionais, políticas e culturais. Dentre tantos motivos relevantes temos: a forma peculiar de lidar com as leis dos brasileiros e o crescente aumento da corrupção.
Primeiro, o “jeitinho” brasileiro torna-se um problema complexo, pois tentar resolver questões de forma prática é ideal para qualquer um, a problemática surge, porque para isso, ás vezes, é necessário pequenos atos infracionais. Nesse contexto, o descumprimento das leis aumenta a cada dia, de acordo com o Índice de Percepção do Cumprimento da Lei (IPCL Brasil), cerca de 82% da população acha fácil desobedecer as leis no Brasil. Assim, o sentimento de impunidade reina perante a sociedade sendo a raiz dos inúmeros problemas que a população enfrenta.
Sob esse viés, o crescente aumento da corrupção no país é indubitável. Isso também é fruto dessa cultura egocêntrica que se perpetua através de atitudes que visam somente o benefício próprio, já que a gênese da corrupção também está nos pequenos gestos, como “colar” nas provas até o desvio de dinheiro público. Destarte, depreende-se que esses atos praticados por muitos governantes que não honram seus eleitores e prejudicam milhares de pessoas, são oriundos de ações que poderiam ter sido corrigidas na infância ou juventude.
Em suma, o tal “jeitinho” nacional deveria ser abolido para que a ética e a moral sobressaiam-se. Portanto, uma parceria entre comunidade, escola e Estado faz-se necessária, por meio da criação de um projeto- o qual promova apresentações artísticas, palestras e atividades lúdicas- que tenha como objetivo a conscientização dessas pessoas. Ademais, é imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos em educação, capacitando e valorizando os professores, no intuito de formar cidadãos comprometidos em garantir o bem-estar da sociedade.