A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 08/09/2019
No meado do século XX, o renomado estúdio Walt Disney criou um personagem brasileiro, o papagaio ‘‘Zé Carioca’’. Ele é retratado como o típico malando carioca, sempre escapando dos problemas com muita sagacidade. Hodiernamente, o personagem criado no exterior reafirma a persistência do ‘‘jeitinho brasileiro’’ na sociedade, seja pelo fato histórico da sociedade brasileira, seja pela falta de abordagem ética nas escolas.
É indubitável que o passado histórico do brasil contribui para a permanência desse problema. Desde o segundo Reinado, no século XIX, os governantes já adotavam esse comportamento, haja vista que, a lei Eusébio de Queirós, ou mais conhecida como ‘’lei para inglês ver’’, foi criada após a Inglaterra pressionar o Brasil a abolir o tráfico negreiro. Porém, mesmo com a criação da lei, o tráfico de pessoas permaneceu até 1888 com a lei Áurea. Com isso, evidencia-se que essa característica está enraizada na sociedade brasileira há anos.
Outrossim, a falta da abordagem ética nas escolas, evita que a problemática seja solucionada. Consoante Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, ’’ A educação é a maior arma para mudar o mundo’’. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se a importância, desde os primeiros ensinamentos, sobre ética na formação do caráter individual. Desse modo, a inexistência do diálogo sobre cidadania nas escolas, impulsiona a permanência desse hábito.
Entende-se, portanto, que a permanência do ‘‘jeitinho’’ é fruto do passado histórico do Brasil e da falta de discussão sobre comportamentos éticos nas escolas. A fim de atenuar o problema, o Ministério da Educação deve incorporar profissionais capacitados em todas as redes de educação pública e privada, para debaterem sobre ética e cidadania com crianças e adolescentes, com o intuito de extinguir esses hábitos nas novas gerações. Destarte, as características dos brasileiros incorporada no personagem Zé Carioca, ficará apenas nos cinemas.