A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 08/09/2019
Segundo o filósofo, Nicolau Maquiavel: “Os fins justificam os meios." Desse modo, é o dia a dia dos brasileiros, já que com esse novo estilo de viver ganhou um aspecto cultural denominado “jeitinho brasileiro”. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Sob o mesmo ponto de vista é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que por meio do justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a ineficiência das fiscalizações aos governantes é um fator que aumenta a corrupção e isso ocorre em virtude do sujeito querer se auto beneficiar sempre. Porém essa realidade não acontece apenas em setores políticos, uma vez que é comum ver por exemplo o filme que não chegou nos cinemas ainda, mas já possuir algumas cópias piratas e as pessoas comprarem afinal se tornou tão natural que frequentemente a população nem se lembra que é ilegal. Fatos como esse atuam em um fluxo contínuo e favorece na formação de um problema social com dimensão cada vez maiores. Outrossim, é a consequência gerada por esse contexto. De acordo com Durkheim o fator social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coertividade. Seguindo essa linha de raciocínio, entende-se que a sociedade brasileira está imersa em um ambiente que tudo é visto como normal, colar na prova, furar na fila, andar no acostamento, atitudes na qual a população tem total discernimento mas prefere se auto beneficiar e isso existe desde muito tempo, a época do Brasil República com o voto cabresto é um exemplo claro disso e que tem percalços até os dias de hoje, para ilustrar uma pesquisa CNI feita em 2012,em entrevista com a população sobre a forma de agir, mostrou que 82% acham que a maioria age querendo tirar vantagem. Com isso é nítido que,além de aumentar a corrupção, torna-se mais preponderante a desconfiança entre as pessoas.
É evidente portanto que ainda há entraves para garantir a solidificai de um mundo melhor. Para tanto, é primordial que haja, por parte do governo, maior rigor e punição àqueles que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade; também é papel do indivíduo lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente e/ou omissa aos casos de corrupção de pequenas e grandes proporções; por sua vez, cabe a família transmitir valores aos jovens, para que estes se tornem cidadãos conscientes, formadores de um novo círculo virtuoso, capaz de alterar o cenário de banalização de crimes, constituindo um Brasil no qual o Jeitinho não seja mais visto como característica inerente e enraizada no cenário brasileiro.