A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 24/10/2019

Remetendo ao reinado de Dom Pedro II, o golpe da maioridade foi caracterizado pela tomada antecipada do trono pelo menor de idade príncipe regente. Assim como a história brasileira relembra, é perceptível o “jeitinho” de conseguir aquilo desejado - mesmo comprometendo a moral ou desobedecendo leis - que existe na cultura do Brasil. Isso se mostra uma problemática nos dias atuais, pois o individualismo que toma a sociedade é preocupante e a corrupção em diversos níveis compromete o bom funcionamento da sociedade. Por isso, é importante a discussão aprofundada sobre o tema.

Em primeiro lugar, é necessária compreensão sobre o individualismo atual que faz com que até mesmo atitudes imorais sejam realizadas visando o benefício próprio. De acordo com o filósofo Maquiavel, “os fins justificam os meios”, ou seja, qualquer erro ou crime cometido é perdoável se o objetivo justifica, sendo essa a narrativa utilizada pelos adeptos ao “jeitinho” brasileiro. Por isso, é preciso ter cautela com tal discurso, já que ele pode causar danos irreversíveis em relações pessoais e, em casos mais graves, o encarceramento, consequências da busca pela satisfação própria em detrimento dos outros.

Ademais, esse modo de agir corrobora com o acontecimento das corrupções, tanto em maior quanto menor nível. Isso compromete a honestidade e confiança de todo um povo, pois poe-se que, com oportunidade, o brasileiro se aproveitaria. Segundo o Índice de Percepção do Cumprimento da Lei da Lei, 79% dos entrevistados confirmaram que recorreriam aos meios ilegais se tivessem a chance, demonstrando falha no modo que as crianças tupiniquins são educadas e a crise de confiança entre os próprios cidadãos com receio de serem prejudicados.

Portanto, devido ao cenário atual, são necessárias medidas com o intuito de atenuar o problema. Cabe aos meios de mídia a desromantização do “jeitinho” por meio da exibição das consequências desses atos em novelas e jornais para que, assim, o brasileiro se sinta desmotivado a cometer tais delitos. Além disso, é papel do Ministério da Educação propor aulas de ética e moral em escolas desde o primário de forma lúdica e didática, a fim de fazer com que essas crianças aprendam a priorizar a ordem e honestidade. Desse modo, a busca pelo benefício próprio inconsequente não mais será uma problemática em território brasileiro