A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 23/09/2019

O esteriótipo do brasileiro malandro esperto é perpetuado pela mídia, como o personagem Agostinho, do seriado “A Grande Família”, que é retratado de forma característica, em que pratica pequenas corrupções para obter vantagens. Embora possa ter aspectos positivos, como a criatividade, o jeitinho se caracteriza por utilizar atos ilícitos para benefício pessoal, em diferentes esferas da sociedade. Fatores como a perpetuação da impunidade e a falta de uma educação conscientizadora, colaboram para a perpetuação de tal comportamento.

Primeiramente, é necessário destacar que quando não há punição efetiva a comportamentos e ações que ferem leis, cria-se um sentimento que tudo pode ser feito. Paralelamente o jeitinho ganha espaço, uma vez que sem punições exemplares, indivíduos se comportam de forma a conquistar benefícios pessoais, pelo caminho menos burocrático, mesmo que seja ilegal. Evidenciando o pensamento de Sócrates, em que é afirmado ser mais fácil corromper de que persuadir.

Ademais, outro aspecto se faz relevante, a mentalidade social em ganhar vantagem em detrimento da legalidade, tem mudança demorada. De acordo com Pitágoras, a educação de crianças evita corrigir a sociedade que está por vir. Consoantemente a realidade brasileira se afasta desse pensamento, uma vez que a falta de uma educação efetiva, acabou favorecendo a formação de uma significante parcela da população adepta ao jeitinho.

Portanto, diante de tais impasses, faz-se necessário que o Ministério da Educação, inclua no quadro escolar a educação cidadã, por meio das escolas do ensino fundamental, promova palestras e debates ministrados por especialistas, a fim de munir com informações precisas do malefícios causados pelo jeitinho, para que seja aumentada as chances de formação de uma futura sociedade consciente de suas atitudes. Além disso, o poder judiciário julgue de forma exemplar afim de diminuir o sentimento de impunidade.