A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 26/09/2019
Ao contrário do que muita gente pensa, a corrupção não é apenas desvio de verba pública. A medida que o Brasil se desenvolveu trouxe consigo raízes moldadas em parâmetros de comportamentos ilegais, que levam os cidadãos a persistirem em resolver questões corriqueiras com o jeitinho brasileiro. Sob essa ótica, esse cenário desrespeita princípios de convivência social, como cultura e diversidade.
Em primeiro lugar, é valido destacar que a cultura do Brasil foi desenvolvida com quadros históricos de pessoas querendo tirar vantagens umas das outras. Como na colonização do país,na qual os portugueses obtinham vantagens na mão de obra indígena com extração de matéria prima. Na época do presidente da República José Sarney, a inflação ultrapassou os 100%, devido ao casos de corrupção, o que restringiu vários cidadãos comuns, consequentemente não conseguiam dinheiro para poder se alimentar ,logo de maneira ilícita e corrupta resolviam a situação.
A partir deste contexto histórico, consegue-se entender o porquê da persistência humana em querer resolver questões corriqueiras de maneira rápida e ilegal, como furar fila, comprar carteira de estudante falsa ,subornar polícias e até mesmo colar numa prova, pois são atitudes de pequena lesão pública que corrobora para o aumento do sentimento de impunidade. Conforme dados do Atlas de Violência, 30% desses crimes são cometidos pelo oportunismo e pela ideia equivocada da ausência de lei que os penalize.
Diante dessa perspectiva, há desafios em serem superados, como a persistência do jeitinho brasileiro. O governo juntamente com o Ministério da Educação deveria intensificar aulas de ensino ético e moral nas escolas, de modo que conscientize os alunos sobre como minimizar a corrupção e com isso facilitar o combate de atos de conduta dos cidadãos. Além disso, a sociedade tem um papel fundamental que é de denunciar indivíduos que cometem pequenas infrações, para que assim possam ser punidos, de modo que desperte na sociedade um senso crítico e venha a diminuir tais comportamentos.