A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 25/09/2019
Desde o livro ‘‘Utopia’’, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto quando se observa a persistência do ‘‘jeitinho’’ na sociedade brasileira, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a compactuação e a negligência da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactação da sociedade que relativiza as corrupções do país. Um exemplo disso é a cultura hierarca de procurar modo mais fácil de resolver qualquer coisa para se beneficiar. Neste sentido, o sociólogo alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende de crítica as suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos em projetos de prevenção da corrupção, e na falta de punições mais severas para quem pratica, medidas que deixariam a resolução do problema mais perto, e devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores isso não acontece.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo invista na fiscalização de infrações das leis, por meio de um aumento orçamentário para órgãos de inteligencia e fiscalização, com o propósito de diminuir os casos de corrupção. Como também cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre o certo e o errado. isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de acabar com essa cultura prejudicial ao país. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se