A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 28/09/2019
No filme “O Candidato Honesto”, João Ernesto Praxedes é um político corrupto, candidato à presidência da república . Ao receber um feitiço da avó fazendo com que ele não possa mais mentir, o aspirante enfrenta problemas.Paralelamente, no contexto brasileiro, comportamentos trapaceiros são comuns dentre à sociedade, que vem acarretando uma debilidade na democracia.Dessa maneira, o “jeitinho” com o qual os brasileiros estão acostumados a lidar deve ser mitigado.
Em primeira instância, Platão mencionou que a conscientização inicial que alguém recebe da educação marca a sua conduta ulterior.Destarte, é importante criar jovens motivados e esclarecidos para a vida política e de adventos como a corrupção. É notório ressaltar que ao cortar fila ou praticar pequenos atos injuriosos, a população se esquece que age de forma corrupta. Diante do exposto, os feitos da sociedade contribuem para a onda de corrupção que se encontra o atual cenário político do Brasil.Sendo assim, um empecilho do avanço da nação.
Ademais, segundo a cientista política Eunice Durhan, o povo brasileiro esteve submetido a relações autoritárias e à política da troca de favores com seus representantes, o que contribui para enfraquecer os direitos da cidadania. Nessas circunstâncias, desde a colonização do país, o povo está habituado a depender de beneficiamentos ilícitos ente comunidade e políticos para garantir seus interesses particulares. Dessa forma, ao proceder de forma incoesa, prejudica-se a camada menos favorecida da sociedade , que reflete no aumento da desigualdade social.
Infere-se, portanto, que através da educação e da real aplicação das leis é possível se discutir a persistência do “jeitinho brasileiro”. A fim de executar tal medida, cabe às Escolas elaborarem projetos mediante aulas contextualizadas e fóruns de discussões envolvendo alunos e comunidade- educar indivíduos. Outrossim, cabe ao Poder Executivo ampliar as leis com penas mais severas. Com isso, diferente de João Ernesto, os futuros políticos se portarão de forma mais coesa e honesta. Logo, garantir o progresso e a democracia é um dever de todos.