A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 04/10/2019

A capacidade de contornar situações e a recorrência de manobras previamente elaboradas, cujo objetivo é esquivar-se de problemas, caracterizam o famigerado “jeitinho brasileiro”. Desde o período da República velha, onde o coronelismo - prática sociopolítica brasileira típica do século XX - era comumente utilizado pelos chamados “coronéis”, como forma de arrecadar votos através de violências ou troca de favores com a parte inferior da sociedade, a cultura de raízes históricas do “jeitinho brasileiro” era fortemente exercida. De forma análoga, na atualidade, é notório a alta disseminação desta cultura no país, tornando dessa maneira os tempos contemporâneos espelho da antiguidade e contribuindo assim, para o crescimento de uma população pautada no desvio de conduta.

Em uma primeira perspectiva, sob a ótica sociológica, a utilização de recursos não convencionais para contornar problemas fomenta a ideia de que a sociedade atual, encontra-se cada vez mais parecida com a população ancestral, tendo em vista que, contemporaneamente, as violações das convenções sociais, como por exemplo: furar filas; dar ou aceitar troco errado e burlar blitz da lei seca entre outros.

De acordo com sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si.