A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 10/10/2019
Atualmente o “jeitinho brasileiro” faz parte da identidade social do Brasil, sendo quase considerado uma marca nacional. Em uma visão geral, o brasileiro é habituado a ter sempre um modo fácil de resolver coisas para benefício próprio, independentemente de que, para isso, seja necessário “passar por cima de alguém”, ou até mesmo, cometer algum ato de corrupção.
Essa cultura está se tornando cada vez mais natural, aos olhos do senso comum, esse “jeitinho” atravessa várias esferas hierárquicas da sociedade, como por exemplo, este tipo de ato pode ser simples como pegar resposta do colega durante alguma prova da escola, mas também pode ser aplicado em algo maior que trará malefícios para a sociedade como, o desvio de dinheiro público.
Todos sabem que isto é muito usado para obter vantagens, podendo significar cometer alguns delitos para conseguir o que quer, entretanto, os fins não justificam os meios, ou seja, o fim nunca justificará os meios que foram empregados para conquistá-lo. Pode-se atribuir, também, na questão de seguir as leis, já que este “jeitinho” é uma maneira peculiar de lidar com as regras. Este está relacionado, de certa forma, com o conceito de homem cordial, estabelecido pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda em sua obra maior, Raízes do Brasil. Portanto, o jeitinho pode ser referido a um suposto caráter emocional do brasileiro, descrito como “o homem cordial” pelo antropólogo.
Levando-se em consideração esses aspectos, é indubitavelmente necessário, que haja maior rigor e punição àqueles que praticam tais atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade, também não se pode esquecer de lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente ou omissa aos casos de corrupção, sendo eles de pequenas ou grandes proporções.