A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 10/10/2019
A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira
Em 2018, de acordo com a revista O Globo, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva foi preso acusado de cometer os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Brasil, atualmente, é um país com um índice de corrupção muito alto, mas não é só corrupção política, a população também têm seu “jeitinho brasileiro”. Esse termo está sendo usado para se referir ao uso de trapaças, como o ato de burlar das leis, usado por grande parte da população brasileira como saída de seus problemas. Por isso, convém uma análise do assunto.
O “jeitinho” está presente no país desde seus primórdios. No tempo do Brasil colônia, era preferível ser roubado em alto mar do que aportar no Brasil. De acordo com a historiadora Adriana Romeiro, era comum a prática de abuso de autoridade, nepotismo, etc. Atualmente, a corrupção da sociedade está presente até nas tarefas diárias, como usar o acostamento para evitar um engarrafamento no trânsito. De acordo com a revista O Tempo, 80% dos brasileiros dizem que é fácil burlar as leis do país. Essa sensação de impunidade diante da lei faz com que o “jeitinho brasileiro” seja usado.
A hipocrisia acompanha esse “jeitinho”, visto que a população protesta contra a corrupção política, mas faz a prática de atividades que burlam a lei. Além disso, outro problema que o acompanha é a valorização de pessoas que praticam o ato, fazendo com que outros se sintam motivados a fazer o mesmo. Um exemplo disso são os esteriótipos feitos com os brasileiros em ambientes artísticos, como por exemplo, o personagem “Zé Carioca” da Disney. Ele é o personagem que representa os brasileiros e possui a característica de ser malandro, o que pode influenciar cidadãos do país.
Concluindo, o “jeitinho brasileiro” existe desde o Brasil colônia, trazendo consequências como o ato de burlar leis e a corrupção política. Para acabar com esse problema, é preciso que seja melhorada a educação brasileira, com o objetivo de ensinar aos jovens que para alguém se dar bem, não é necessário outro se dar mal. As escolas devem falar sobre isso em aulas da matéria de sociologia, o quanto antes possível. Na questão política, já existem processos jurídicos pra investigar a corrupção no governo, como por exemplo o lava jato. Eles precisam continuar em vigor para que a política seja melhorada.