A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 10/10/2019
A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira
A expressão “jeitinho”, inserida no Brasil, tem como significado realizar tarefas de maneira simplificada ou arranjar uma saída mais benéfica em quaisquer questões difíceis. Essa palavra está diretamente ligada à outra: corrupção. É a depravação de hábitos, costumes. O ato ou efeito de subordinar algo, ou alguém, em causa própria ou alheia. Esse tipo de atitude faz com que os brasileiros sejam vistos positiva e negativamente.
O “jeitinho” pode ser visto de uma maneira positiva quando achamos uma saída para nós próprios, não sendo um problema se não afetar o outro. Mas não é o que geralmente acontece.
O lado é negativo quando implantado em questões que envolvem as instituições, por exemplo quando pessoas com cargos no poder o praticam. Para melhorar a própria situação do presidente, prefeito, ou qualquer que seja seu cargo, dinheiro público é extorquido, e a sociedade em massa acaba se prejudicando.
Em uma pesquisa realizada em 2013, pela revista “O Tempo”, foi relatado que 82% da população brasileira diz ser fácil desobedecer as leis. E que 79% diz que sempre que possível, opta pelo “jeitinho”. Tendo essa visão, a persistência dessa atitude nos leva a sermos vistos como uma sociedade “preguiçosa” e corrupta, mas que em um modo individual, resolve as coisas.
Existe uma linha de pensamento: fazer o que é certo. Não importa a grandiosidade do “jeitinho” que se queira dar, como furar a fila do banco ou extorquir verba pública. Os dois estão errados. A mentalidade deve ser mudada desde cedo, nas pequenas ações. É importante abordar esse assunto com as crianças para assim, crescerem com uma maneira diferente de se pensar. Temos que fazer o certo pelo certo.