A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 10/10/2019

O Jeitinho Presente no Brasil

Há muitos anos a expressão “jeitinho” vem se popularizando no Brasil, se trata de um modo de resolver algum problema de forma rápida, mas  em algumas situações o meio utilizado para se resolver o conflito não é honesto.

Se este famoso “jeitinho” estiver ligado à política, seu uso não é feito de forma justa, e não é desejável, pois possui íntima relação com a corrupção, a qual já foi e continua sendo motivo de grande preocupação e desordem no território brasileiro. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita entre 17 e 21 de setembro de 2012, e completada com dados somente divulgados no início de 2014. A percepção dos entrevistados em relação à forma de agir do brasileiro reflete o jeito com que tratamos as pessoas, mesmo as mais próximas do nosso círculo afetivo: 82% acham que a maioria age querendo tirar vantagem, enquanto só 16% dos entrevistados acham que as pessoas agem de maneira correta.

O “jeitinho” pode possuir seu lado positivo, que faz com que o povo brasileiro tenha uma agilidade para resolver problemas rotineiros de forma diferenciada, como um chinelo arrebentado, ao invés de comprar um outro par do calçado, pode-se colocar um prego para prender as tiras à sola.

Em vista disso, podemos perceber que o “jeitinho” possui seu bônus e ônus, porém, é preciso empenhar ao combate da corrupção, que não está longe do cidadão comum, e não praticada apenas por políticos, as ações da sociedade como um todo devem ser mais honestas, começando pelo modo como se tratam as pessoas e problemas do dia a dia, o simples fato de ser verdadeiro com um amigo, não possuir “gato” na sua residência (nome dado à ligação elétrica clandestina destinada a furtar energia elétrica), já ajudam com o extermínio do lado negativo do “jeitinho”.