A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 10/10/2019
A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira
A persistência do “jeitinho” brasileiro pode ter duas formas de interpretação: corrupção nas relações entre o estado e o indivíduo ou como um argumento de que a corrupção é o maior problema do país, ou seja, a persistência da ideia de dar um “jeitinho”. Esse texto tem a ideia de propor um jeito de tratar do segunda maneira, bundando demonstrar a importância de entender esse “jeitinho” e demais interpretações do Brasil na construção intelectual e para isso, o objetivo é expor o argumento dos pesquisadores que tratam o modo de ser da sociedade brasileira.
É certo que o livro Raízes do Brasil de Sérgio Buarque, foi o primeiro a propor a corrupção como um traço histórico e cultural da sociedade brasileira. Esse traço é chamado pelo autor de “patrimonialismo” cujo uma confusão entre o público e o privado característica dos detentores das posições públicas de responsabilidade. Todavia diante disso, a corrupção acadêmica do Estado, formulou outra interpretação do modo de ser brasileiro. Para o mesmo, a narrativa do patrimonialismo serve apenas para colocar os recursos públicos nas mãos de estrangeiros que não levariam a corrupção em seu vida social. Dessa forma, opõe-se o argumento de que o “jeitinho” seria o maior problema do país.
Em vista disso, é possível entender o “jeitinho” na sociedade brasileira não mais como o traço natural, mas também como uma construção intelectual dos séculos XX e XXI. Por isso, cabe ao MEC, então, pautar de alguma forma no ensino básico as interpretações correntes do país, por meio da criação de um curso interdisciplinar de formação de professores com o título de “Intérpretes do Brasil”. Espera-se então, que a capacitação teórica e metodológica dos docentes dê instrumentos de crítica aos alunos frente à opinião pública.