A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 24/10/2019

O famoso termo “jeitinho brasileiro”, foi se desenvolvendo ao longo dos séculos, em vista de facilitar e agilizar devidas situações do cotidiano ou no trabalho. Com raízes culturais que vem desde o período de colonização, esse “jeitinho” pode ser transmitido da mesma maneira que as grandes corrupções dos governantes?

Uma grande crise política, no Brasil, fez com que muitos cidadãos questionasse o que se passa no seu dia a dia, refletindo se os políticos estão apenas reproduzindo em maior escala o que já faz parte do cotidiano dos brasileiros, como práticas sociais relacionadas ao modo que o brasileiro possui, como a do esquecimento de eventos históricos, voltando-os repetir, burlando regras entre outros.

A banalização de regras, vão desde a transgressão de leis de trânsito, como estacionar em locais para pessoas especiais, até colar em uma prova, ou até mesmo a corrupção, demonstram a dificuldade que o brasileiro tem de lidar com as regras. Entretanto há controvérsias, não se pode analisar o “jeitinho brasileiro” de forma totalmente negativa, observando a grande habilidade e engenho dos cidadãos de lidar com situações complexas construindo uma estratégia e sempre arranjando uma saída.

O “jeitinho brasileiro” vem de berço, e consegue chegar até aos centros de poder governamental, gerando a corrupção. Atualmente, é visto como um recurso comum na em meio a sociedade. Portanto, é necessária maior punição e rigor por parte das autoridades a todos que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de banalização da impunidade e um intenso trabalho de conscientização de valores nas escolas desde a educação primária valorizando a ética e a conduta ética.