A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 24/10/2019
Como uma das características da República Oligárquica temos o famoso voto de cabresto, onde coronéis induziam pessoas a votarem no presidente da chamada República do Café com Leite - presidentes esses de São Paulo e Minas Gerais. Fora dos livros de história, essa corrupção está impregnada na prática do “jeitinho” brasileiro da atualidade, visto que afetam o princípios morais. Assim, a população brasileira está estagnada socialmente há muito tempo e não apresenta estímulos a superação de desafios, se mantendo em uma bolha sociocultural.
Antes de tudo, percebe-se que o Brasil apresenta uma manutenção cultural antiga e ultrapassada e por conta disso até atos ilícitos são vistos como normais. A essa temática, o líder Mahatma Gandhé diz que “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”. Entretanto, grande parte dos cidadãos procuram formas de “catalisar” suas obrigações por caminhos mais fáceis como se fossem um substrato e o “jeitinho” uma enzima. Dessa maneira, afetamos de forma direta a falta de empatia humana com os outros e com o ambiente, visto que influenciamos o egoísmo e egocentrismo.
Como consequência, temos uma comunidade frustada e com falta de persistência para conquistar seus objetivos. Como exemplo, grandes nomes da imprensa como: Whinderson Nunes, Neymar e Anitta são, de forma recorrente, almejados por muitos jovens que desejam conquistar o sucesso de forma mais rápida e com menor esforço que os estudos. Ademais, na ficção, o livro “1884” retrata de forma distópica a vida de Wiston, um homem que durante grande parte da sua vida aceita o que é imposto pelo Estado por não ter estímulos a repensar o ambiente em que vive. Dessa forma, assim como na obra e realidade, essas problemáticas só serão resolvidas quando tomarmos conhecimento de suas existências.
Diante do exposto, é evidente que essa percepção imoral brasileira de como agir deve ser superada. Cabe ao estado, por meio do Ministério da Educação, e por meio de contratos com agências de publicidade, desenvolver campanhas de propagandas que alertem a população sobre as consequências negativas da adoção deste “jeitinho” no seu dia a dia. As propagandas devem ser transmitidas pela rede televisiva, de rádio e por redes sociais. Com isso, viveremos em uma sociedade justa, inovadora e motivada a resolver problemas do nosso meio. Logo, práticas como o voto de cabresto estarão apenas no passado.