A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 29/10/2019

É evidente que a população brasileira inventa diversas maneiras para contornar às regulamentações impostas. Dentre variados motivos, temos: a recente democratização do Brasil e ainda a ausência da percepção frente ao desrespeito às normas que compõem o ambiente social gera impactos coletivos e individuais.

Sabe-se que a ideia de uma sociedade democrática brasileira ainda é muito atual quando comparada a outros países, tais como: Noruega, Suécia, Islândia e Dinamarca, tais países já atingiram a categoria democrática conhecida como democracia completa. A socióloga Zuleica Dantas entende que o desenvolvimento da democracia irá criar a cultura de uma prática de direitos e deveres igualitários a todos. Portanto, quanto mais o Brasil se desenvolve democraticamente menos a sociedade necessita recorrer ao famigerado “jeitinho brasileiro”.

Além disso, o desrespeito às normas que compõem o ambiente social gera impactos coletivos e individuais, mas aparentemente nossa sociedade negligência os impactos coletivos e foca nos próprios, geralmente individuais. Visto que em maioria os “jeitinhos” visam, tão somente, o próprio benefício. Sendo assim, faz-se necessário a conscientização de que as normas de condutas e jurídicas existem para regular e caracterizar nossa civilização minimizando os danos que atitudes em prol do beneficio próprio podem causar em relação ao benefício coletivo.

Como se vê, é extremamente necessário que desde muito cedo se trabalhe a ideia de democratização com os membros da sociedade, preferível que ainda na educação básica. Desse modo, os jovens brasileiros iriam assimilar a importância do respeito as normas e tornariam a sociedade cada vez mais democrática e o “jeitinho brasileiro” passaria a ser utilizado em prol do social.