A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 01/11/2019

O Método do “Jeitinho”

Não sabe as repostas do teste? Copie as do colega. Não pode andar na grama? Corra. Precisa de dinheiro e não tem? Pegue “emprestado” da carteira do pai. É muito comum que veja-se grande parte do povo brasileiro exercendo daquilo que aparenta, infelizmente, já estar inserido no DNA de cada um: o jeito tão “simples” que encontra-se para resolver problemas.

O famoso “jeitinho brasileiro” consiste no ato de seguir um modo de vida onde arruma-se uma maneira de se conseguir o que se quer, normalmente para o benefício próprio, no qual alguém pode até mesmo descumprir leis. Este “jeitinho” é visto como algo bom e engraçado quando tratando-se de relações pessoais que as pessoas têm com, por exemplo, amigos e familiares, mas leva a uma interpretação realmente ruim quando trata-se de algo voltado à justiça ou àqueles que garantem que a mesma seja feita.

O método famoso entre os brasileiros tem tomado proporções extremas, o que torna-se perceptível com a simples ação de ler um jornal matinal ou perguntar para crianças de ensino fundamental como  resolver questões. No Brasil, dados do Índice de Percepção do Cumprimento da Lei (IPCL) mostraram que cerca 79% da população acredita que o brasileiro opta que “jeitinho” e 82% acha que é fácil desobedecer às leis no país.

Não é algo bom para a população em geral ou para a imagem que se deixa do país onde vivem que os brasileiro continuem persistindo em utilizar do seu “jeitinho” ao invés de fazer o que é correto e respeitar aos seus próximos e á lei. É necessário que haja mais atenção da parte daqueles que garantem o cumprimento da justiça para que a população possa tornar-se acostumada, não a estratégias corruptas, mas ao bem e àquilo que garantirá a justiça.