A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 01/11/2019

‘‘Temos que nos tornar a mudança que queremos ver’’. Essa frase dita pelo ativista político indiano, Mahatina Gandhi, durante a ocupação inglesa em seu país, expõe a tese de que a população pode ser protagonista na construção de um mundo melhor. Entretanto, em nosso país, muitas das vezes, a persistência do jeitinho brasileiro, que é uma maneira de contornar uma obstáculo, de forma as vezes ilícita, impede maior desenvolvimento do nação. Esse cenário se configura desafiador, seja pelo não cumprimento das normas vigentes pelo povo, seja por falhas presentes no sistema educacional.

Em primeira análise, nas em situações em que o poder público não é efetivo em garantir condições minimas de vida à população, uma outra maneira de resolver um determinado problema, pode ser benéfica. Como exemplo, conseguir um medicamento emprestado com um vizinho, ora por uma má condição financeira da família, ora por um dificuldade de acesso a uma unidade de saúde. Porém, não raro, algumas dessas ações, paralelamente a um contexto específico, ganham prerrogativas ilegais. Fato comprovado, não apenas quando um político burla o sistema de fiscalização e usa verbas públicas em benefício próprio, mas também, em que um aluno usa o método da ‘‘cola’’ para ser aprovado em uma prova escolar.

Outrossim, é fato que o jeitinho brasileiro, dependendo do contexto, não pode se perpetuar na sociedade brasileira. A frase matemático grego Pitágoras, que diz, ‘‘Eduquem as crianças e não será necessario castigar os homens’’, nem sempre é levada em consideração pelo Estado. Prova disso, foi a negligência histórica, com que, foram tratada as materias sociais nos colégios, vide que foram suspensam as aulas de sociologia e filosofia, durante o regime militar, com retormada dessas na grade esolar, quase 40 anos após sua interrupção.

É evidente portanto, que ainda há entraves para garantir mudanças em determinadas atitudes negativas dos cidadãos brasileiros. O que suscita, nessa lógica, a tomada de medidas pontuais para mitigar o problema, conforme disse o filósofo russo Karl Marx: ‘‘As inquietudes são a locomotiva da nação’’. Destarte, o Estado, por meio de maior repasse de verbas ao Ministério da Educação, com intuito de garantir melhor investimento na infraestrutura das escolas, para que os locais de ensino tornem-se um local mais acolhedor aos alunos. Além disso, como meta, garantir maior valorização do trabalho dos professores das materias sociais, como filosofia e sociologia, com intuito de ofertar uma educação que oriente a população refletir seu papel na sociedade, por conseguinte, escolhendo melhor suas atitudes, dessa forma, contribuindo com construção de um mundo mais justo.