A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 09/03/2020
Reconstruindo o Jeitinho
No filme “Uma sexta-feira muito louca”, da empresa Disney, mãe e filha trocam de corpo, afim de uma experimentar a vida da outra. Em uma cena a mãe da um jeito de beneficiar a filha, refazendo a prova depois de ter sido expulsa da sala de aula. Fora da ficção, a sociedade ainda sofre com a persistência do “jeitinho” brasileiro, devido a falta de ética e as influências de desonestidade.
Primeiramente, é importante ressaltar que a ausência da ética está intrínseca na sociedade ao longo do tempo. Por consequência, ela se tornou algo natural para a maioria das pessoas. Desde o gari até o presidente da República a praticam. Exemplo disso, é que segundo uma pesquisa, divulgada pelo jornal “O tempo”, cerca de setenta e nove porcento dos participantes, afirmavam que facilmente optariam pelo “jeitinho” ao invés de obedecer as leis.
Ademais, muitas das vezes, personagens banalizam a ética, dando um jeitinho mais fácil nos problemas cotidianos, influenciando o telespectador a fazer o mesmo. Na série “A Grande Família”, da rede Globo, o personagem Agostinho Carrara leva a vida na malandragem sem ter grandes efeitos sobre seus atos. Nesse sentido, Agostinho incentiva a desonestidade como sendo algo cômico e sem grandes consequências.
Destarte, é evidente que o “jeitinho” ainda está inerente à sociedade brasileira. Portanto, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, devem conscientizar de que a falta de ética não pode ser encarado como algo brasileiro e sim como corrupção, por meio de palestras e propagandas, em canais abertos, denominadas como “Reconstruindo o “Jeitinho””, que ensinará a população sobre novos valores e hábitos sobre a ética, ressaltando a brasilidade, a fim de que a maioria da nação mude a sua forma de pensar e agir, sem deixar de ser brasileiro. Dessa forma, a sociedade não será mais influenciada por personagens antiéticos.