A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 08/03/2020

A expressão “jeitinho” brasileiro refere-se ao modo criativo e improvisado de solucionar situações problemáticas em benefício próprio, mesmo que os métodos utilizados não sejam corretos. É notório que essa é uma característica adversa dos brasileiros, que leva a corrupção e a desigualdade. E sua persistência na sociedade é facilitada por dois fatores principais: a pessoa que pratica o ato é recompensada e a pessoa que presencia e não se opõe a ele.

Em primeiro lugar, fica evidente que, majoritariamente, a pessoa que pratica o “jeitinho” brasileiro é recompensada por tal feito, seja furando a fila, dando ou aceitando troco errado, comprando produtos pirata, fazendo “gatos” para utilizar energia elétrica, usando a vaga de cadeirantes e entre outros. Dessa forma, essas situações vistas como rotineiras mostram-se nocivas e contribuem para uma sociedade corrupta e desigual.

Além disso, as pessoas que presenciam atos de corrupção diária e não se opõem contribuem para a continuação de tais ações no dia a dia. Mas também, a mídia utiliza de propagandas sobre a temática tratando-a como algo normal e passando a sensação de normalidade a esses feitos. Assim, ocorre a banalização dessas práticas transgressoras facilitando sua persistência na sociedade brasileira.

Portanto, é notório que o “jeitinho” brasileiro é nocivo a sociedade e precisa ser desestimulado. O Ministério da Educação, órgão responsável pela educação brasileira, deve ofertar palestras em escolas sobre a temática e reproduzir vídeos por meio da mídia conscientizando a sociedade para que essas ações corruptas rotineiras não voltem a acontecer.