A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 21/03/2020

O filósofo Sócrates ressalta em uma de suas frases que: “Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade”. Em suma, isso retrata a realidade do Brasil, em que o “jeitinho” brasileiro se tornou uma forma de driblar normas em benefício próprio do indivíduo, contribuindo para um país mergulhado em diversos casos de corrupção. Desse modo, fica evidente a necessidade de uma solução para essa problemática, visando combater e erradicar essa doença presente na sociedade.

A priori, segundo uma pesquisa publicada no portal de notícias G1, sete em cada dez pessoas entrevistadas admitem ter cometido algum ato que viola normas morais, com o objetivo de obter vantagem própria, mesmo tendo consciência de ser algo ilegal. Tal fato corrobora para o cenário de corrupção intrínseco na sociedade brasileira, no qual os políticos são reflexos de uma cultura de desonestidade, mostrando para o mundo que no Brasil ainda prevalece o “jeitinho” brasileiro. Diante desse cenário, é preciso a tomada de medidas que combatam essa doença, que silenciosamente tem se disseminado socialmente.

Outrossim, com a democratização da internet e o avanço das redes sociais, ficou ainda mais evidente o “ativismo do sofá”, no qual usuários cobram o fim da corrupção no Brasil, e a punição de políticos que cometem desvios de dinheiro público. No entanto, fica a reflexão se todos que cobram isso agem da forma correta, não furando filas, cometendo infrações de trânsito, ficando com dinheiro do troco errado, etc. Já dizia o escritor Olavo Bilac: " Ao contrário do que se diz, não é a ocasião que faz o ladrão, a ocasião faz o roubo, o ladrão já nasce pronto".

Nesse cenário, fica claro a necessidade de ações que visem corrigir tais problemáticas. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação desenvolva vídeos e cartilhas a serem distribuídos nas escolas e universidade, mostrando os diversos problemas resultantes da corrupção e a urgência do combate a essa cultura no país, visando assim conscientizar a população jovem de que é conveniente o respeito e a disciplina em atos simples do dia-dia. Somado a isso, as plataformas de redes sociais devem criar campanhas que estimulem os usuários a pensar em seus atos, mostrando o resultado de ações incorretas, estimulando a empatia com o próximo e reeducando moralmente sobre as condutas corretas em sociedade. Somente assim será possível combater o “jeitinho” brasileiro.