A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 11/04/2020

No filme “Os suburbanos” lançado em 2016, o protagonista chamado Denilson é camelô, isto é, ele vende filmes a partir do ato da pirataria, o qual ato é considerado um exemplo de corrupção. Fora da ficção, é notável que, infelizmente, ainda presenciamos atitudes como essa no cotidiano de muitos brasileiros. A corrupção é naturalizada e muito presente na vida do brasileiro e esse estilo de vida pode prejudicar o cumprimento das leis da constituição brasileira e também pode ocasionar a decadência da qualidade de vida dos cidadãos do país.

Em primeira análise, o cotidiano do brasileiro é marcado por certos hábitos que passam despercebidos devido a naturalidade que adquirem. Esses hábitos, refere-se ao modo abrangente à maneira que o povo brasileiro teria de improvisar soluções de problemas ou de tirar vantagens em algumas situações, esse modo é conhecido como “jeitinho brasileiro”. Esse certo “jeitinho” pode prejudicar o cumprimento das leis da constituição de 1988 em alguns casos, e por se tratar de algo comum, muitas pessoas não denunciam e não observam tal atitude como crime, como no filme “Os suburbanos”. Segundo Rousseau: “O indivíduo não nasce bom e nem mau, e sim é corrompido pela sociedade ao decorrer de sua vida”, assim, percebemos que o “jeitinho” é uma herança e precisa ser desconstruída para que as leis sejam previamente cumpridas.

Além disso, as pessoas que se candidatam a cargos políticos , são sujeitos que obtiveram sua maturidade dentro dessa mesma sociedade, a qual o jeitinho brasileiro é naturalizado. Diante disso, muitos deputados e até mesmo presidentes praticam o ato de corrupção dentro da política brasileira. Ademais, segundo G1, em 2014, a operação “Lava a jato” foi iniciada no país e atualmente apresenta-se 198 prisões decorrentes de corrupção. Essa prática ocasiona na decadência da qualidade de vida dos cidadãos brasileiros porque o dinheiro que deveria ser direcionado à investimentos em educação, saúde e infraestrutura é usado para fins próprios dos políticos, os quais levam vantagens diante da situação.

Diante do exposto, é mister que as instituições educacionais desconstruem a naturalização da corrupção no cotidiano do brasileiro, por meio de campanhas, palestras e comerciais que demonstrem o lado negativo e as consequências desse ato. Como por exemplo, representar uma pessoa que obtém vantagem de outra e essa lide com problemas sérios, com o objetivo de fazer grande parte da população se identifique e reflita sobre seus atos. Somente assim, as leis da constituição serão cumpridas e o governo brasileiro será constituído por pessoas honestas e empáticas.