A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 11/04/2020

Em 2019, a minissérie “Olhos que condenam” trouxe à tona o caso dos “Cinco do Central Park” cinco crianças negras condenadas injustamente por claro racismo institucional, a polícia rapidamente associou o evento ao tumulto e à arruaça que jovens negros faziam no parque. Mais cedo, diversos deles haviam sido levados à delegacia, inclusive um deles foi agredido por um policial. Então, os investigadores decidem encerrar o caso ao inventar denúncias aos jovens e os criminalizam com falsas confissões. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pode ser relacionada à persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira: gradativamente, ocorre devido à falta de confiança e a alta competitividade e aos aspectos “grau de corrupção”: a quantidade de regulamentação.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função da reiteração desse fenômeno complexo, as pessoas estão cada vez mais expostas a mentira, falta de segurança e alta concorrência. Segundo o filósofo Jean Jacques Rousseau, o ser humano nasce bom, porém a sociedade o corrompe, que pode-se associar ao jeito do brasileiro, de tentar pensar em si próprio para conseguir o que deseja, consequência dos princípios morais que criam condutas ruins. Mesmo uma pessoa com formação intelectual é capaz de praticar atrocidades, como também colocar seus objetivos acima de tudo e percebe-se também que há diversos fatores que influenciam nos seus atos e pensamentos políticos.

Por conseguinte, presencia-se um forte grau de corrupção nos tempos contemporâneos: ao observar as pequenas e grandes corrupções. Pouco se percebe os pequenos crimes conhecidos que praticam no dia a dia, tais como: a cópia de rg, compra de diplomas falsos ou até mesmo roubo de wi-fi. Segundo a filósofa alemã, Hannah Arendt, quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada, isso pode-se associar aos graus de corrupção, como também roubar o sinal da TV. Segundo o jornal El País, o Brasil é o quarto país mais corrupto do mundo, de tal maneira que ocorrem desvios de fundos públicos para empresas ou grupos e coloca-se em questão a ética política, que torna-se partida a um dos maiores problemas da América Latina.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o governo juntamente com deputados estaduais e o Presidente da República venham criar mais leis contra atos criminalistas por meio de verbas governamentais, criação de novos órgãos judiciais, que detalhem o funcionamento de atos corruptos. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para a completude do jeito brasileiro no âmbito social e, ademais, combater e impedir que ações como dos policiais da série “Olhos que Condenam” venham ocorrer.