A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 20/04/2020

O Brasil ao mesmo tempo que tem em sua bandeira estampada a frase “ordem e progresso” dita por Auguste Comte, um dos fundadores da sociologia, o país também é conhecido pela a prática do chamado “jeitinho” em sua sociedade como forma de solucionar os problemas cotidianos. Uma quantidade alarmante de pessoas praticam o “jeitinho” diariamente devido à fragilidade das leis e à cultura que incentiva o cometimento das pequenas infrações.

Em primeira análise, vale observar que a fragilidade das leis contribuem com a persistência do “jeitinho”, pois na constituição brasileira existem os chamados “erros de proibição” onde uma pessoa que alega de fé e fato não saber da existência de uma lei, entende-se que ela por desconhecer a legislação, não teve dolo ao cometer a infração, podendo ter sua pena removida, o que contribui para o encorajamento da prática do “jeitinho”.

Além disso, pais e até mesmo educadores, apesar de serem conhecedores da lei, minimizam e até mesmo incentivam o “jeitinho” como solução de problemas, o que faz com que uma cultura seja criada entorno disso e esse hábito possa persistir, que por sua vez é lamentável, pois como já dizia Auguste Comte, o cumprimento da ordem é essencial para o progresso da sociedade.

Logo, medidas devem ser tomadas para frear e por fim acabar com a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira. Dessa forma, instituições responsáveis pelo o bom funcionamento da educação como o MEC devem incentivar a não utilização do “jeitinho” como forma de solução de problemas cotidianos e promover debates que mostrem a importância de frear a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira para que enfim se possa acelerar a ordem em direção ao progresso.