A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 16/05/2020

A corrupção e a ideia de impunibilidade no Brasil, são características advindas desde a monarquia. Com o decorrer do tempo, essas características negativas foram consolidadas na cultura brasileira. A população adquiriu em sua identidade, o costume de almejar se dar bem à qualquer custo, sempre ter um jeitinho, que muitas vezes pode ser caracterizado como ilegítimo. É de suma importância, portanto, que estas características sejam extintas da comunidade.

Paralelo a isso, como afirma a filosofa Hannah Arendit, quando uma atitude é tomada frequentemente, mesmo que errada, passa a ser vista como natural. Pode-se atrelar a fala com o jeitinho Brasileiro, que durante os períodos se tornou cultural. É comum a mentalidade de que sempre que possível o brasileiro opta pelo “jeitinho” ao invés das leis, concepção de 79% da população em 2013, como declara o IPCL -índice de percepção do cumprimento das leis-.

Além disso, utilizando do anel de giges, alegoria criada pelo filósofo da antiguidade Platão, pode-se ter uma analogia à esta situação. Platão acreditava que caso não houvesse punibilidade, as pessoas optariam por não fazer o certo.  Utilizando do discurso para analisar o atual contexto do Brasil; pode-se concluir que os indivíduos por acreditarem que podem sair impunes de consequências, contribuem para as altas taxas de criminalidade.

Com supedâneo nas informações supracitadas conclui-se que, é dever do Ministério de Segurança pública, garantir que ações ilegítimas sejam punidas de forma adequada; por meio de uma maior fiscalização em lugares onde as taxas de criminalidade estejam acima da média; com finalidade de conscientizar a população de que agir de maneira ilícita, não é uma opção plausível, e caso haja o descumprimento, haverão consequências. Assim com o tempo a questão cultural de má índole, advinda desde tempos monárquicos será deixada de lado.