A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 22/05/2020
Desde a prática de escambos em 1500 até o cenário político construído após a Proclamação da República, em 1889, que o Brasil é palco de corrupções. Dessa maneira, o “jeitinho brasileiro” é fruto de um processo histórico-cultural agregado à falha presente no conjunto nacional de leis, que possibilita a permanência de tal prática.
Precipuamente, é fulcral ressaltar que, segundo o Pisa (programa que avalia a educação em países), o Brasil situa-se na 58ª posição de 78 países analisados. De maneira análoga a isso, a maioria das nações com baixos índices educacionais sofrem com problemas de corrupção, como confirma o “ranking” de corrupção mundial, onde os países mais corruptos possuem índices extremamente baixos de educação. Nesse sentido, a educação exerce papel fundamental em relação ao combate do “jeitinho brasileiro”, visto que países com altos índices educacionais possuem baixas taxas de corrupção.
Em uma segunda análise, destaque-se o pensamento de Jô Soares, que dizia que a corrupção não é exclusivamente brasileira, mas sua impunidade está fortemente ligada ao Brasil. Outrossim, o principal causador do “jeitinho” entre povo é, segundo a pesquisa realizada pelo jornal “O Tempo”, a impunidade perante a lei. Nessa lógica, a falha presente no conjunto e na execução das leis facilita a prática corrupta entre os cidadãos.
Em suma, a corrupção é resultado do baixo índice de escolaridade e o sentimento de impunidade presente na sociedade brasileira. Desse modo, cabe ao Ministério da Economia aumentar o investimento na educação, impulsionado sua qualidade e proporcionando o acesso a todos, e ,ao Conselho Tutelar, garantir a frequência nas escolas. Ademais, cabe ao Poder Judiciário tornar as leis mais rígidas, aumentando suas penalidades
e garantindo seu cumprimento, através da disposição de mais órgãos fiscalizadores, como a Polícia Militar. Dessa forma, será possível diminuir índices de corrupção e aumentar a qualidade de vida do povo.