A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 27/05/2020
O famoso “jeitinho” brasileiro de resolver as coisas é, sem dúvidas, uma péssima característica da sociedade contemporânea. Por meio desta, inúmeros cidadãos tentam se livrar de problemas, de maneira simples, que quase sempre traz benefício próprio e prejuízo à outras pessoas. Nessa situação, medidas devem ser tomadas.
Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que está inserido, a saber quais são suas origens e condições de que depende. A desonestidade no Brasil não é algo novo, não é um equívoco da ultima geração. Ela vem impondo-se e mostrando-se cada vez mais presente na história do país.
De acordo com o antropólogo e pesquisador brasileiro Roberto DaMatta, o “jeitinho” brasileiro é criativo para resolver problemas interpessoais, mas ele atrapalha no cenário das leis do país, pois os indivíduos acabam se beneficiando de situações públicas. O pesquisador também diz que é uma “habilidade” que o cidadão brasileiro acha que pode utilizar a qualquer momento, em qualquer circunstância, no entanto, isto é errado.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deve destinar verbas para a criação de órgãos públicos de fiscalização, que por meio do monitoramento telefônico, ajude a diminuir a desonestidade presente no setor político do país. Já em relação à sociedade, a mídia televisiva deve investir em marketing digital, para promover uma campanha de conscientização, com a finalidade de orientar os cidadãos a pararem de utilizar o “jeitinho”, pois é errado. Assim, espera-se dessa forma que a persistência do “jeitinho” seja freada no Brasil.