A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 10/09/2020

Em 1850, nos tempos de Brasil Império, foi estabelecida a Lei Eusébio de Queirós que tinha como fundamento a repressão do tráfico de africanos para o país. Os comerciantes que trabalhavam com o esse ofício se sentiram injustiçados, utilizavam um “jeitinho” para continuar a atividade clandestinamente. Atualmente, a atitude de tirar vantagem ainda se encontra muito presente no meio brasileiro, impedindo o avanço da sociedade. Esse cenário crítico, é fruto da ausência de discussão sobre a importância de ser honesto e verdadeiro, e também a falta de entendimento sobre a maneira certa de praticar o chamado “jeitinho brasileiro”, diante disso é notável o debate sobre o assunto.

Primeiramente, é exato pontuar que a persistência da desonestidade deriva da baixa comunicação do Governo com o cidadão, leis que são impostas sem um real esclarecimento são fáceis de não serem obedecidas. Sérgio Buarque de Holanda comenta em seu livro Raízes do Brasil, no capítulo: O homem cordial, a falta de tolerância que o sujeito tem de ordens colocadas de modo obrigatório. Ter a compreensão de que ser honesto é benéfico torna-se essencial, antes de ser um comerciante, empresário ou político decente, o indivído precisa ser correto no seu dia a dia, com esse raciocínio o círculo repetitivo da corupção nas grandes e pequenas atitudes é reduzido. Desse modo, faz-se necessário a mudança de postura estatal de forma acelerada.

Ademais, na cultura midiática brasileira a Lei de Gérson é um princípio em que a pessoa ou empresa tira proveito de forma suja, sem se importar com o outro. “Ter jogo de cintura” para lidar com situações cotidianas é vantajoso e positivo, quando não tem a existência do egocentrismo, para que esse termo não se torne pejorativo é necessário ter ética e moral no comportamento. Tudo isso prolonga a rosolução da corupção, já que a incorreção desses hábitos tem forte contribuição para o quadro.

Portanto, medidas viáveis são necessárias para conter a elevação da problemática na sociedade, com a intenção de reduzir o problema cultural de desonestidade, necessita-se que o Ministério da Educação juntamente com as Secretárias de cada muncípio crie um projeto de nome, ÉTICA NO DIA A DIA. O projeto será feito por meio de palestras didáticas em ambientes empresariais, escolares e também em espaços de cada bairro já organizado para essa finalidade. Os profissicionais com conhecimentos sociólogos de ética e moral, serão contratados pelo Município, com a finalidade de ensinar a população a excelência de ser honesto, seguir normas e ser íntegro. O projeto também terá uma plataforma no You-Tube com aulas curtas, mas com muito conteúdo. Logo, reduzirá em médio e longo prazo o impacto da má prática do “jeitinho brasileiro”, e a famoso preceito de Gérson terá uma nova reformulação na sociedade.