A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 23/06/2020

O livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”,feito por Dan Ariely, relata os altos índices de atuações corruptas no cotidiano dos cidadãos. Assim, tal problemática se repete no Brasil, evidenciando a persistência do “jeitinho”- ato de cometer ações desleais visando a vantagem individual- na sociedade contemporânea. Destarte, é notório  que a cultural e a influência negativa dos políticos são precursores dessa problemática, gerando uma visão estrangeira ruim e descrédito nas leis.

Primeiramente, após diversos casos de imoralidade na história do país, ressalta-se uma normalização nesse âmbito, permitindo que tal fato persista na sociedade. Assim, durante um plano de saneamento do Rio de Janeiro, na Primeira República, diversos oportunistas criavam ratos, com o objetivo de vendê-los, fingindo que esses foram capturados na rua, para o Governo. Com isso, esses acontecimentos podem conceder malefícios no contexto judicial, provocando um panorama estrangeiro ruim, como dito pelo antropólogo Roberto Damatta, necessitando de intervenções.

Ademais, é importante destacar o poder influenciador dos políticos nesse âmbito. Diante disso, o escritor Dan Ariely evidencia que quando uma figura de autoridade comete atos desonestos, o alto poder de indução permite que os cidadãos repitam o acontecimento. Dessarte, a grande quantidade de acusações à políticos, como visto no caso de Fernando Collor, insinua uma banalização da honestidade. Consequentemente, 54% da população brasileira relatam ter poucas razões para obedecerem as leis, de acordo com o jornal “otempo”, precisando de mudanças.

Portanto, é necessário minimizar os efeitos da cultura desonesta e apresentar influências positivas nesse âmbito. Para tal, o Ministério da Educação deve, por intermédio da mídia- principal responsável pela propagação de informação- promover propagandas conscientizadoras. Tais publicações irão apresentar a influência histórica dessa problemática e expor a trajetória de alguns políticos honestos. Por fim, essa medida irá impedir a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.