A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 25/07/2020
No Brasil Colônia, período marcado pela colonização portuguesa, ocorria o aproveitamento da ingenuidade dos nativos por parte dos colonizadores, permitindo que estes exercessem papel essencial na formação intelectual dos indivíduos ali presentes. De maneira análoga, esse pensamento de manipulação de eventos a favor de uma vontade individual ainda persiste na atualidade brasileira, no qual propicia o direcionamento de ações sociais maléficas à sociedade, sendo agravado por uma má educação. Assim, é possível afirmar que a persistência do “jeitinho” no Brasil é devido às raízes históricas e uma educação inadequada.
A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é evidente que os pensamentos maléficos do passado podem influenciar em acontecimentos hodiernos brasileiros se não forem acompanhados com um discernimento adequado, propiciando na preferência da vontade singular e o acentuamento das desigualdades sociais. Além disso, o sociólogo Max Weber afirmava que ações individuais refletiam diretamente na sociedade, nas quais poderiam causar consequências negativas para esta. Dessa forma, para que haja a diminuição desse “jeitinho” no Brasil, faz-se necessário o rompimento com o passado colonial e a melhoria das ações individuais.
Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo educacional no combate de uma influência inadequada para o bem comum brasileiro, necessitando de um melhor direcionamento da população para evitar o egocentrismo, no qual predomina o propósito pessoal. Analogamente, o sociólogo Gilberto Freyre afirmava que: “O saber sem um fim social é o maior das futilidade”, com o intuito de comprovar a necessidade da aplicação de um conhecimento de qualidade na sociedade. Desse modo, faz-se um investimento de políticas educativas no Brasil, em prol da redução dessa problemática.
Portanto, é perceptível que o Brasil Colônia deixou vertentes históricas negativas na contemporaneidade, maximizadas pela má educação. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover palestras de âmbito social, com o objetivo de demonstrar as consequências donosas à sociedade que o “jeitinho” brasileiro pode acarretar, por meio de educadores e historiadores renomados, com o propósito de instruir um melhor aproveitamento de conhecimentos históricos benéficos para o bem coletivo e, por conseguinte, a não preferência da vontade individual em detrimento da coletiva. Ademais, essas palestras devem carregar os princípios de Mandela e Freyre, que consiste em uma educação adequada para a mudança de um pensamento inadequado.