A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 28/07/2020

O personagem Zé Carioca, criado na década de 1940 por Walt Disney, representa a figura típica de um brasileiro malandro, um indivíduo que consegue obter sucesso através de ações cujo principal objetivo é ter vantagem em relação aos outros. O jeitinho brasileiro pode ser observado no cotidiano em decurso de atos ilícitos como furar a fila de um banco ou levar o troco errado e não devolver o dinheiro a quem realmente pertence.

A violação de regras em espaços públicos pode ser determinada como uma ação corrupta, tendo em vista que o necessário a fazer é construir uma sociedade justa e igualitária. Em situações ilegais, muitas vezes o cidadão torna-se indiferente a estas circunstâncias, sendo considerado pelo próprio uma coisa absolutamente normal. Diante desse contexto, pode ser levado adiante que atos como falsificar carteiras de estudante e burlar leis de trânsito contribui para a formação de seres desonestos e injustos.          Embora obter recursos de forma intolerável ser uma execução ilegal, ininterruptamente percebe-se que o jeitinho brasileiro de certa forma é capaz de beneficiar pessoas de classes sociais mais baixas, haja em vista o cenário socioeconômico do país. Por mais que estas pessoas possam considerar pequenas atitudes como condutas normais, isso pode acabar prejudicando muito a vida de várias pessoas.

Tema complexo e que é nitidamente perceptível em todos os meios, a impunidade por meio de práticas corruptas, exige-se que possuam leis que dificultem o acesso aos meios ilícitos. É papel fundamental do governo brasileiro a criação de políticas e elaboração de medidas que visem um controle maior da corrupção, havendo um processo de fiscalização mais rígido. Também é importante que o indivíduo como nativo busque um ideal de luta honesta, não duvidando de procedimentos ilegítimos que possam acontecer independente do quão seja grande ou não a realização destes atos. Cabe além disso a família ensinar os valores éticos e morais necessários, formando assim cidadãos conscientes e honestos propagadores da honestidade.