A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 08/08/2020
Na obra “Raízes do Brasil”, de Sergio Buarque de Holanda, é relatado o conceito de “Homem Cordial”, ou seja, o indivíduo brasileiro costuma agir mais com a emoção do que com a razão. Assim, é possível notar que o brasileiro sempre vai procurar uma maneira de conseguir benefícios, não se importando se irá prejudicar alguém. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a falta de empatia da sociedade sobre o que é correto, mas também a necessidade de providências do Estado.
Em primeiro lugar, a sociedade costuma querer vantagens em todos os aspectos, não agindo de maneira coerente e com princípios. Além disso, de acordo com, Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, a pós-modernidade é fortemente voltada para o individualismo. Com isso, a sociedade prioriza mais o seu bem-estar individual, no qual se torna mais importante que o conforto coletivo. Dessa maneira, indivíduos que cometem atos desonestos não podem opinar sobre a corrupção de partidos políticos, já que esses não agem corretamente.
Ademais, é necessário uma reeducação no sistema sobre a forma correta de agir, afastando esse “jeitinho” brasileiro. Outrossim, segundo Nelson Mandela, considerado como o mais importante líder da África Negra, a educação é arma mais poderosa do indivíduo, sendo essa capaz de mudar o mundo. Desse modo, o Estado deve procurar alertar a população sobre que atos corruptos podem influenciar novas gerações, e que não existem justificativas para ser desonesto.
Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. Urge que o Ministério da Educação crie campanhas e palestras em escolas, centros rurais e urbanos, sobre a necessidade de agir corretamente, como forma de alertar futuras gerações sobre a importância da honestidade, para existir mais indivíduos que seguem a lei, e não agem pela emoção. Além disso, a mídia deve influenciar as denúncias sobre casos de corrupção, a fim de tornar uma sociedade consciente e que visa ao bem-estar coletivo. Assim, a educação mudará as pessoas, como constatou Nelson Mandela.