A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 10/08/2020
O famoso jeitinho brasileiro, conhecido em todo o mundo, faz jus a capacidade dos brasileiros de se reinventarem para se sobressair de situações problemáticas, o que esta presente nas raízes do país desde a colonização. Visto que, os portugueses tinham a intenção de benefícios próprios superior aos do país. Toda via, a banalização desses pequenos atos que cresceram significativamente no século XIX, contribui de maneira direta para a inclusão do Brasil entre os países mais corruptos do mundo.
Inicialmente, convém frisar que, o jeitinho, não é visto pela sociedade como forma de corrupção mas, sim, uma maneira de tornar o cotidiano mais fácil. O que é mostrado de forma clara na canção “Jeitinho Brasileiro”, de Kayo Andrade, onde são citadas diversas comparações das reivindicações dos brasileiros e suas atitudes. Como por exemplo, reclamar da corrupção e receber troco errado. Ademais, a música também faz referência ao fato do jeitinho vir com os brasileiros desde o nascimento e ser cultural, o que remete a colonização.
Para mais, em 2013/2014 a Controladoria Geral da União lançou uma campanha que se perpetuou por todo país com o título de “Pequenas Corrupções - Diga não”. Tal, tinha o objetivo de conscientiza\r sobre a necessidade de impugnar atos do dia a dia que são considerados ilícitos, o lugar que mais se falava da campanha eram nas escolas. Entretanto, a campanha não atingiu todo o público necessário e não se continuou a bater nesse tecla. Além de que a fragilidade das leis deixam as pessoas ainda mais confortáveis a praticar pequenas corrupções.
Em virtude disso, para que a cultura do jeitinho brasileiro não acabe em uma cultura de corrupção impune, é preciso que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cidadania, promova campanhas de conscientização sobre as pequenas corrupções para todas as idades, por meio de oficinas em escolas, posts em redes sociais e palestras nas instituições públicas, de maneira a garantir que as informações chegaram no máximo de pessoas possíveis e assim, inibir o jeitinho corrupto.