A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 24/08/2020

A capacidade de contornar situações e a recorrência de manobras previamente elaboradas, cujo fim é esquivar-se de problemas, configuram o chamado Jeitinho Brasileiro, o que caracterizaria o jeitinho como algo positivo ou negativo depende da situação em que ele ocorre e a relação que existe entre as pessoas envolvidas, a persistência desse ato pode levar o país a impasses e é possível reverter o caso, como diz o economista e escritor Dan Ariely ‘‘os seres humanos são mais morais do que prevê a teoria econômica padrão’’

Em primeiro lugar, essa cultura atravessa várias esferas hierárquicas da sociedade, vindo desde as primeiras leis e regras implementadas pelos governantes, casos como o do ‘santo do pau oco’ na qual os mineradores do século XVIII e XIV escondiam ouro dentro de esculturas de santos, são grandes exemplos de que a corrupção não é hodierno. Equitativamente, a corrupção do Brasil é histórica e é mote de vários estudos nas áreas da sociologia e da antropologia.

Subsequente, atitudes como pegar resposta do colega durante a prova da escola e até o desvio de dinheiro público ambos são vistos como corrupção, mas a sociedade não solicita uma interversão por considerar que isso é somente mais uma ação do jeitinho brasileiro. Por consequência, tais atitudes afetam na imagem brasileira no exterior, visto que o país está em 72º lugar no Ranking de corrupção do site Transparency, que faz estatísticas do quão corruptos os países são.

Para concluir, é primordial que o governo, por meio do STF, implante leis mais rigorosas e punição àqueles que praticam atos ilícitos, inibindo a cultura de impunidade, também é papel do indivíduo lutar por uma sociedade mais igualitária, sendo ativo na busca por seus direitos e não atuando de forma conivente e omissa aos casos de pequenas e grandes corrupções, constituindo assim um Brasil no qual o Jeitinho não seja mais visto como característica inerente e enraizada no brasileiro.