A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 24/08/2020

A história mostra que o “jeitinho brasileiro” é uma característica que está presente no Brasil há muito tempo. O coronelismo, por exemplo, prática comum na primeira 1ª República, em que havia troca de favores entre coronéis e a elite, corrobora para a afirmação acima. Tal prática e costume brasileiro de beneficiar-se em detrimento de outras pessoas concretizam o problema do egocentrismo humano, grande problema da atualidade.

É possível perceber, em todos os ambientes, pequenas atitudes, que , por mais que sejam comuns, caracterizam corrupção, como furar fila e estacionar em vagas reservadas. O fato de essas pessoas saírem impunes dessas situações, na maioria das vezes, normaliza tais acontecimentos e permite confiança e confortabilidade de repeti-las. Logo, pessoas que se silenciam perante tais circunstâncias contribuem para elas tanto quanto quem as praticam.

Tendo em vista tal situação, a repetição e impunidade dessas ações podem trazer, para essas pessoas ,a errônea ideia de que são superiores e estão acima da lei. E, por conseguinte, cometer atos mais sérios, sempre tendo como centro, o benefício próprio. Esse egocentrismo extremo, na mente de muitas pessoas, trazem consequências gravíssimas para a sociedade — intensificação das desigualdades sociais, exploração do meio ambiente e repressão de minorias  que , muitas vezes não são relacionadas ao ‘jeitinho brasileiro".

Destarte, reforça-se a ideia de que combater a cultura da impunidade é o primeiro passo para uma grande mudança social brasileira, contornando o “jeitinho brasileiro’. A fim de incentivar a delação, o governo deve organizar campanhas de conscientização do perigo da acomodação de pequenos atos corruptos, por meio de verbas governamentais, estimulando o pensamento formulado por Gandhi: Temos de nos tornar a mudança que queremos ver. E, assim, diminuir a perpetuação do egocentrismo humano e seus impactos no Brasil e no mundo.