A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 01/09/2020

Durante a escravidão, os negros eram obrigados a trabalhar de graça nos engenhos e minas, e com isso aprenderam a burlar regras do cativeiro, sem direito sobre o que produziam surrupiavam o que era necessário à sua sobrevivência. Da mesma forma, com raízes culturais que remontam à colonização do país, atualmente se obtém a persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira, que tem como fim, esquivar-se de problemas, que nem sempre se enquadram na legalidade, uma vez que muitos buscam vantagens pessoais. Destarte, hão de analisar obstáculos que trazem à tona tal condição.

Diante disso, convém abordar a ganancia da sociedade, em sempre esmerilar ganho. A lei de Gerson diz “o desejo que grande parte dos brasileiros tem de levar vantagem em tudo”. Assim, muitos brasileiros tem a mesma linha de pensamento que Gerson, que é “se algo pode dar errado, não tem problema, pois mesmo que der errado, a gente dá um jeitinho de fazer parecer certo”, e com isso suscitam em atos ilegais e egoístas, como por exemplo: burlar blitz na lei seca e parar o carro em local proibido. Logo, é imperativo destacar a necessidade de solucionar esse impasse.

Ademais, ressalta-se o lucro pessoal e a desonestidade. De acordo com a revista época, o brasil está entre os países mais desonestos do mundo, sendo o vigésimo sexto na classificação. Muitos acreditam que não são roubos pequenos delitos como: pedir nota fiscal com valor maior no restaurante ou no posto de gasolina com o objetivo de ter lucro no acerto de contas com a empresa para quem presta serviços, e essas práticas desonestas são mais comuns que se pressupõem. Assim, comprova-se a importância de aclarar tal problemática.

Torna-se evidente, portanto, que o “jeitinho” é comum e um atalho na sociedade brasileira. Para tanto, cabe as famílias ensinar os jovens os valores éticos da vida, como a honestidade, juntamente com o ministério da educação, desenvolver projetos sobre tal temática, e expender por meio de palestras nas escolas, visando transmitir valores aos jovens, para que estes se tornem cidadãos conscientes e honestos. Espere-se, com isso, que atenuem a persistência no “jeitinho” brasileiro.